GEORGE ROBERT STOWE MEAD

(1863-1933)

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MEAD E O GNOSTICISMO E O HERMETISMO

 Dois dias antes da morte de H.P. Blavatsky, George Mead comprometeu-se a dedicar suas energias para recuperar os estudos do cristianismo primitivo e do gnosticismo. Suas traduções e estudos estabeleceram bases sólidas para o estudo da tradição gnóstica, reavivada com a descoberta dos textos, há muito desaparecidos, presentes nos Códices de Askew, de Bruce, de Berlim, e Tchacos e na Biblioteca de Nag Hammadi.

Mead realizou pesquisa sobre as informações relativas a Jesus e seus discípulos presentes, dentre outras fontes, nas obras da tradição judaica Talmude e Toledot, na obra egípcia Livro de Elxai e na obra Panarion, de Epifânio, bispo católico do séc. IV.

Com Fragmentos de uma Fé Esquecida, apresentou as origens do gnosticismo e seus personagens, dentre os quais estão Simão, o Mago; Basílides, Valentino, Bardesanes, Marcion. Nesse livro, apresenta uma ideia do conteúdo dos Códices de Askew (Museu Britânico, de Londres); de Bruce (adquirido pela Biblioteca Bodleian, Oxford) e de Akhim (Museu Egípcio, de Berlim), que continham, entre outros textos, Pistis Sophia, Livro do Salvador, Evangelho de Maria Madalena e A Sabedoria de Jesus, o Cristo.

Mead publicou também Extratos do Livro Mandeano de João, obra escrita pelos seguidores de João Batista.

Além disso, traduziu para o inglês a obra Pistis Sophia, que retrata diálogos reservados de Jesus com seus discípulos. Mead havia feito uma primeira tradução baseada na de M. G. Schwartze para o latim e revisou-a utilizando a tradução de Carl Schmidt para o alemão. A introdução de Mead para o texto contém importantes informações.

Publicou estudos e traduções ligadas a Orfeu e à tradição órfica e sobre Apolônio de Tiana, neopitagórico que atuou com Paulo no século I. Também escreveu obra sobre Plotino, neoplatônico do séc. III.

Sobre a literatura hermética, resgatada pelos neoplatônicos e, posteriormente, pelas traduções de Marcilio Ficino, na Itália renascentista, publicou Hermes Três Vezes Grande Estudos sobre a Teosofia Helenista e a Gnosis, que inclui tradução do Corpus Hermeticum e seu comentário ao Poemandres. Também publicou Hinos de Hermes.

Publicou também uma série de 12 pequenos livros chamada Ecos da Gnosis, hoje reunidos na edição centenária, que contém o Hino de Jesus; seu comentário ao relato da crucificação de Jesus presentes nos Atos de João; Canção Nupcial da Sabedoria, da tradição de Tomé em Edessa; estudos sobre o Mitraísmo; tradução e comentários a extratos dos Oráculos Caldeus, dentre outros textos.

O GNOSTICISMO
O gnosticismo tratado por George Mead foi uma tradição que se formou a partir de três grandes influências: os ensinamentos dos profetas e a cabala caldaica tal como os preservavam os nazarenos, refugiados caldeus que viviam na Galileia, falavam o aramaico e eram simpatizantes da filosofia grega e, mais tarde, pelos essênios, às margens do Mar Morto; a tradição grega, principalmente de Orfeu, Pitágoras e Platão; e a tradição egípcia do Hermetismo e dos chamados Terapeutas, descritos por Filo, o Judeu. Além dessas influências, os gnósticos possuíam diversos registros de ensinamentos dados por Jesus os públicos e os reservados produzidos pelos seus discípulos diretos, como João, Mateus, Tiago, Tomé, Felipe, Maria Madalena.

Segundo Mead, nos primeiros séculos de nossa era, muitas escolas de filosofia buscavam preservar os ensinamentos de diferentes mestres. Esse era o sentido original da palavra “heresia”. Portanto existiam as heresias de Platão, de Aristóteles e as que procuravam preservar os ensinamentos de Jesus [1]. As principais escolas dedicadas a Jesus localizavam-se em Alexandria, no Egito; em Antioquia, na Síria; e em Roma, na Itália, e não formavam uma instituição unificada. Cada uma era independente para preservar os ensinamentos recebidos e ampliá-los de acordo com os dirigentes de cada uma. Com a organização institucional da corrente cristã encampada pelo Império Romano, essas escolas foram fechadas, seus dirigentes passaram a ser perseguidos, e o material que estava de posse delas e que não se encaixava no cânone oficial estabelecido foi considerado proibido, tendo sido confiscado ou destruído.

Durante muitos séculos, o material existente sobre os gnósticos eram apenas relatos indiretos sobre eles feitos pelos fundadores da Igreja Católica, a partir do fim do séc. II, e citações de trechos de textos produzidos por eles. Até hoje, de muitos dos personagens gnósticos, este é o único material existente. Além disso, havia os relatos das vidas dos discípulos de Jesus, os chamados Atos dos Apóstolos Atos de João, Atos de Tomé, Atos de Felipe, Atos de André e Atos de Pedro. Nos Atos de João, por exemplo, encontra-se um relato da visão de João da crucificação de Jesus e o Hino de Jesus, rito realizado por ele com seus discípulos.

A partir do séc. XVIII, foram descobertos alguns cadernos, ou códices, que continham traduções em copta, língua egípcia escrita em caracteres gregos, de originais gregos gnósticos: o Códice de Askew, que contém o texto Pistis Sophia [2], um registro de diversos diálogos de Jesus com o conjunto de seus discípulos, e extratos dos Livros do Salvador; o Códice de Bruce, que contém os Livros de Ieu, ou O Livro do Grande Logos [3], que é citado em Pistis Sophia, e um tratado sem título; o Códice Akhmin, ou Códice de Berlim [4], que contém o Evangelho de Maria Madalena; o Evangelho Apócrifo (reservado) de João; A Sabedoria de Jesus, o Cristo; e Atos de Pedro.

Em 1945, foi descoberta no Egito a Biblioteca de Nag Hammadi, um conjunto de códices que continham 52 textos. Nesses códices foram encontrados textos como o Evangelho de Tomé; o Evangelho de Felipe; e o Evangelho Reservado de João, o Livro de Tiago, o Livro de Tomé, que tratam de ensinamentos transmitidos, pública ou reservadamente, por Jesus. Esse material provavelmente fazia parte da biblioteca do Mosteiro de São Pacômico, situado às proximidades do local onde a biblioteca foi encontrada[5], e teria sido escondido em razão do Edito de Atanásio, em 367, que determinava o confisco ou a destruição de textos considerados proibidos [6].

Os primeiros textos descobertos foram mostrados aos orientalistas franceses Henry Corbin e François Daumas [7], que souberam reconhecer seu contexto histórico. O primeiro códice foi adquirido pelo Instituto Jung (inclusive recebeu o nome de Códice Jung), que envidou muitos esforços para que esses textos fossem traduzidos e viessem a público rapidamente. No entanto, somente em 1977 foi apresentada uma tradução completa, realizada por um comitê criado pela UNESCO.

Em 1970, foi descoberto também no Egito o Códice Tchacos, que contém Carta de Pedro a Felipe; Primeiro Apocalipse de Tiago; Evangelho de Judas e fragmentos do Livro de Alógenes, diferente do texto Alógenes presente em Nag Hammadi.

Os principais temas abordados pelos gnósticos são o surgimento do cosmos, o surgimento do homem, o ciclo de transmigração da alma e a libertação deste ciclo por meio do atingimento da gnosis.

Os principais grupos e personagens relacionados com o gnosticismo são os nagassenos, os sethianos (Egito) e os perates (Síria); Simão, o Mago; Menandro; Saturnilo; Carpócrates e Marcelina; Cerinto; Marcion; Basílides; Valentino e seus discípulos Marcos, Ptolomeu, Heracleon; Bardesanes.

Simão, o Mago – Na literatura pseudoclementina, consta a informação de que, junto com Dositeu, foi um dos principais discípulos de João Batista [8], assumiu o grupo após a morte deste e fundou grupos em Antioquia e na Cesareia [9]. Estudou a tradição egípcia e, em profundidade, a filosofia grega, principalmente a dos “filósofos do fogo”, especialmente a de Heráclito [10]. Foi o primeiro cristão a tentar construir uma ponte entre a filosofia grega e os ensinamentos de Jesus [11]. Nos registros antigos, é dito que atuava com Felipe. Seus continuadores foram Menandro e Saturnilo. Sua alcunha de Mago deve-se, provavelmente, a elos com a Pérsia e com os Magi, ou seja, seguidores do ensinamento de Zoroastro [12]. A ele são atribuídos os tratados chamados A Grande Revelação e Os Quatro Quadrantes do Mundo, que estão perdidos para nós.

Dositeu – Precursor de Simão, o Mago, também é associado a João Batista. É considerado o autor do relato transcrito em As Três Estelas de Seth, presente na Biblioteca de Nag Hammadi.

Menandro – Atuou em Antioquia, que era uma das cidades mais importantes, comercial e literariamente, do mundo greco-romano. Deu continuidade aos ensinamentos de Simão. É mais um elo com a tradição zoroastriana [13].

Leucio Carino – Associado à tradição de João, é considerado o cronista dos cinco Atos dos Apóstolos. Os Atos atribuídos a Leucio Carino possuíam conteúdo gnóstico, mas, posteriormente, foram adaptados à tradição ortodoxa [14]. Nos Atos de João, encontra-se um relato da crucificação de Jesus, publicado por Mead com o título Uma Crucificação Gnóstica e referido por Henry Corbin como o mistério da “Cruz de Luz”[15]. Nos Atos de Tomé, encontra-se O Hino da Pérola, também chamado O Hino da Veste de Glória. Os Atos de João e de Tomé permaneceram como material de estudo de vários grupos gnósticos, maniqueus e provavelmente dos catáros, na Idade Média [16].

Saturnilo – Também chamado de Saturnino, atuou na Síria, onde deu continuidade aos ensinamentos de Simão e Menadro e, posteriormente, transmitiu-os a Basílides [17]. Algumas de suas ideias foram relatadas por Irineu de Lyon, em Contra as Heresias. Seu grupo foi tão importante quanto os de Marcion, Basílides e Valentino.

Nagassenos (ou naassenos), perates e sethianos – Escolas gnósticas do mesmo círculo, em lugares diferentes. Os nagassenos possuíam o Evangelho de Tomé; o Evangelho de Felipe; o Evangelho dos Egípcios; As Questões de Maria (parte de Pistis Sophia); Evangelho da Perfeição; Evangelho de Eva. Afirmavam que sua tradição derivava de Tiago e Mariamne[18], provavelmente Maria Madalena. Assim como os seguidores de Valentino, reverenciavam Paulo de Tarso como um gnóstico [19]. Na Biblioteca de Nag Hammadi, encontra-se O Sermão Nagasseno. Os perates, da Síria, seguiam um sistema baseado em uma tradição antiga caldaica. Os sethianos, do Egito, preservavam os princípios dos mistérios órficos que eram celebrados antes dos mistérios eleusianos. Estudavam o Evangelho Apócrifo (reservado) de João, e a eles são atribuídos os textos A Realidade dos Arcontes; A Revelação de Adão; As Três Formas de Protennoia; Allogenes; Zostrianos; O Evangelho dos Egípcios; Trovão, Mente Perfeita; Paráfrase de Seth, presentes na Biblioteca de Nag Hammadi.

Carpócrates e Marcelina – Carpócrates foi um filósofo platônico que ensinou em Alexandria no sec. II e que também era o líder de um grupo gnóstico. Eles estudavam Pitágoras, Platão e Jesus [20]. Seu grupo estabeleceu um ramo em Roma, por volta de 150 d.C., sob a liderança de Marcelina. Segundo Celsus, citado por Orígenes, o grupo de Carpócrates remonta sua tradição a Salomé, uma das discípulas de Jesus e figura preeminente no Evangelho dos Egípcios [21]. O grupo seguia o mesmo modo de vida dos primeiros grupos cristãos.

Cerinto – De Cerinto se diz que ensinou na Ásia Menor (Turquia) e que foi treinado na tradição egípcia, o que Mead, considera poder ser a escola de Filo, o Judeu [22]. Alguns gnósticos atribuem a ele a autoria do Apocalipse ortodoxamente atribuída a João. Seu nome é associado às primeiras formas da tradição cristã. Os textos preservados pelos seguidores de Cerinto não são uma versão das palavras de Jesus atribuída a Mateus, mas uma coleção mais antiga, em hebraico [23].

Marcion – Atuou em Roma entre os anos 150 e 160. Sua influência estendeu-se pela Itália, Egito, Palestina, Arábia, Síria, Ásia Menor (Turquia) e Pérsia (atualmente, Irã). Por meio de uma comparação sistemática, procurou demonstrar que a divindade referida pelo Velho Testamento não é a mesma referida por Jesus, e sim uma instância menor. Já em sua época, declarava que havia muitas versões obscuras e contraditórias da biografia e dos ensinamentos de Jesus. Defendia que Jesus havia trazido um ensinamento universal e que o judaísmo era a crença de um povo específico. Segundo ele, Jesus não era o messias prometido aos judeus [24]. Este seria um rei terreno destinado somente aos judeus. Lutava para que não se misturasse o Velho Testamento com os ensinamentos de Jesus. Propunha, então, um cânone, que consistia do Evangelho de Lucas, do qual ele retirava passagens que considerava interpolações judaicas, e das dez Cartas de Paulo (Gálatas, Corinthians I e II, Romanos, Tessalonicenses I e II, Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemon), das quais também retirava adulterações [25].

Basílides – Atuou em Alexandria. Era versado na tradição egípcia e nas escrituras hebraicas. Dentre outras obras, escreveu 24 comentários aos Evangelhos, cujas versões Mead acredita não serem as canônicas oficiais. Seu ensinamento baseava-se também nas cartas de Paulo. Sua escola valorizava as chamadas Tradições de Mateus, que consistiam de ensinamentos que este recebeu reservadamente de Jesus. Seus comentários aos Evangelhos foram feitos a partir desse material [26]. É dito que escreveu alguns hinos. Suas ideias podem ser conhecidas a partir das refutações feitas por Hipólito, em seu Philosophumena e por citações de Clemente de Alexandria [27]. Seu filho Isidoro foi um dos seus continuadores. Carl G. Jung associou sua obra Os Sete Sermões aos Mortos aos ensinamentos de Basílides [28].

Valentino (ou Valentim) – Nascido em Alexandria, aprendeu as tradições egípcia, judaica e a filosofia grega de Pitágoras e Platão, mas foi inspirado principalmente pelos ensinamentos de Jesus[29]. Procurou conciliar o cristianismo gnóstico com o cristianismo tradicional [30]. Foi discípulo de Basílides [31] e de Theudas, um discípulo de Paulo de quem teria recebido ensinamentos orais reservados [32]. Atuou em Roma entre 135 e 160. Havia um ramo de sua escola também na Anatólia (parte da atual Turquia). Segundo Mead, os Códices de Askew (Pistis Sophia) e de Bruce têm relação com a sua escola [33]. De Nag Hammadi, é-lhe atribuída a autoria do Evangelho da Verdade [34].

Marcos, Ptolomeu, Heracleon – Foram os principais discípulos de Valentino. Marcos transpôs os ensinamentos de Valentino para um sistema simbólico de letras e números (Gematria) que remonta ao pitagorismo e à antiga tradição da cabala caldaica. De Ptolomeu, sua Carta a Flora está presente na Biblioteca de Nag Hammadi. Heracleon é considerado, segundo Clemente de Alexandria, o mais estimado da escola de Valentino. Na Biblioteca de Nag Hammadi encontra-se seu comentário ao Evangelho de João. Esses personagens também são associados, como autores ou como preservadores e copistas, aos textos p escola de Valentino: O Tratado Tripartite, O Tratado sobre a Ressurreição, Uma Exposição Valentiniana, Uma Prece do Apóstolo Paulo; O Evangelho de Felipe; o Livro Apócrifo (reservado) de Tiago [35].

Bardesanes – Considerado o último dos gnósticos. É associado à tradição de Tomé. Após ele, o gnosticismo foi preservado reservadamente, devido a perseguições, ou foi incorporado ao maniqueísmo. Nasceu e atuou em Edessa. Por sua influência o rei Abgar, do reino da Pártia, estabeleceu o único Estado gnóstico da História. Estudou a religião indiana e escreveu um livro sobre o assunto [36]. Compôs diversos hinos. Seus discípulos registraram algumas de suas ideias no Livro das Leis dos Países, no qual ele aparece discorrendo sobre o destino, ou karma. A ele ou a Tomé é atribuída a autoria do Hino da Pérola, também chamado Hino da Veste de Glória, presente no Atos de Tomé, e da Canção Nupcial da Sabedoria.


[1] MEAD, G.R.S.,  Fragments of a faith forgotten: some short sketches among the gnostics,  EUA, ed. Kessinger Publishing, Facsímile da edição de 1900, 1992, p. 159-160.

[2] Este texto foi traduzido inicialmente para o latim, por M. G. Schwarzte, e depois para o francês, por E. M. Amélineau. O egiptólogo Carl Schmidt traduziu-o para o alemão, e Mead traduziu-o para o inglês.

[3] Carl Schmidt organizou as páginas dos manuscritos, que estavam misturadas, e traduziu-os para o alemão. Também dedicou-se a publicar os manuscritos maniqueus que foram descobertos naquela época em Turfan.

[4] Sua compra pelo Museu de Berlim foi anunciada por Carl Schmidt, que começou a traduzir seu conteúdo. (RUDOLPH, K.. Gnosis, the nature and history of gnosticism, p. 28)

[5] RUDOLPH, K., Gnosis, the nature and history of gnosticism, São Francisco, EUA, ed. HarperSanFrancisco, 1987, p. 43.

[6] Idem, p. 43.

[7] Ibidem, p. 35.

[8] MEAD, G.R.S.,  Op. cit., p. 162.

[9] RUDOLPH, K., Gnosis, the nature and history of gnosticism, São Francisco, EUA, ed. HarperSanFrancisco, 1987, p. 296.

[10] HOELLER, S. A., Gnosticismo, uma nova interpretação da tradição oculta para os tempos modernos, Rio de Janeiro, Record: Nova Era, 2005, p. 104.

[11] MEAD, G.R.S., Simon Magus, his Philosophy and teachings, San Diego, Califórnia, EUA, The Book Tree, 2003, p. ii .

[12] MEAD, G.R.S.,  Fragments of a faith forgotten: some short sketches among the gnostics,  EUA, ed. Kessinger Publishing, Facsímile da edição de 1900, 1992, p. 167.

[13] Idem, p. 177.

[14] HOELLER, S. A., Op. cit., p. 106.

[15] CORBIN, H. “Épiphanie divine et naissance spirituelle dans la gnose ismélienne”, em “Temps cyclique et gnose ismaélienne, Paris, ed. Berg International, pp. 70-166.

[16] HOELLER, S. A., Op. cit. p.106.

[17] MEAD, G.R.S.,  Fragments of a faith forgotten: some short sketches among the gnostics,  EUA, ed. Kessinger Publishing, Facsímile da edição de 1900, 1992, p. 178.

[18] Idem, pp. 198-199.

[19] PAGELS, E. The Gnostic Paul, Harrysburg, Pennsylvania, EUA, Ed. Trinity Press International, pp. 1.

[20] Idem, p. 229.

[21] Idem, p. 233.

[22] Idem, pp. 237-238.

[23] Idem, p. 238.

[24] Idem, p. 242-245.

[25] RUDOLPH, K., Op. cit. p. 315.

[26] MEAD, G.R.S.,  Fragments of a faith forgotten: some short sketches among the gnostics,  EUA, ed. Kessinger Publishing, Facsímile da edição de 1900, 1992, p. 254.

[27] Idem, p. 255.

[28] JUNG, C.G., Memórias, sonhos, reflexões, Rio de Janeiro, ed. Nova Fronteira, 1996, p. 333.

[29] MEAD, G.R.S.,  Fragments of a faith forgotten: some short sketches among the gnostics,  EUA, ed. Kessinger Publishing, Facsímile da edição de 1900, 1992, p. 294.

[30] BARNSTONE, W, MEYER, M. The Gnostic Bible, Boston e Londres, ed. Shamballa, 2003, p. 239.

[31] MEAD, G.R.S.,  Fragments of a faith forgotten: some short sketches among the gnostics,  EUA, ed. Kessinger Publishing, Facsímile da edição de 1900, 1992, p. 178.

[32] PAGELS, Op. cit., pp. 1-5.

[33] MEAD, G.R.S., Op. cit. p. 284.

[34] PAGELS, E. Op. cit., p. 2.

[35] BARNSTONE, W, MEYER, M. Op. cit., pp. 239-351.

[36] MEAD, G.R.S.,  Op. cit. , p. 393.

O HERMETISMO

Em breve (em construção)